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Encontre abaixo a questão que você quer entender melhor — use a busca ou filtre por tema. Em cada item você vê, em linguagem simples, o que é e como podemos ajudar.

O que é

Caracterizada pela restrição da ingestão calórica em relação às necessidades, levando a um peso corporal significativamente baixo. Tipos: restritivo e compulsão alimentar purgativa.

Sintomas

  • Medo intenso de ganhar peso, mesmo com peso significativamente baixo.
  • Perturbação no modo como a forma corporal ou o peso são vivenciados, com influência indevida na autoavaliação.
  • Não reconhecimento da gravidade do baixo peso corporal.

A cirurgia bariátrica é um procedimento realizado em pessoas com alto grau de obesidade. A avaliação psiquiátrica ou psicológica identifica se o paciente está consciente da complexidade e risco do procedimento, bem como se possui estabilidade emocional para superar as dificuldades pós-cirurgia.

Caracterizada por episódios recorrentes de compulsão alimentar e comportamentos compensatórios — como vômitos autoinduzidos, uso indevido de laxantes, jejum ou exercícios em excesso.

Há sensação de falta de controle sobre a ingestão durante o episódio. A autoavaliação é indevidamente influenciada pela forma e peso corporais. Esses episódios acontecem, no mínimo, uma vez por semana.

Também chamada de síndrome do esgotamento profissional. Definida pela OMS como estresse crônico relacionado ao local de trabalho.

Sintomas

  • Exaustão e esgotamento de energia
  • Perda cognitiva
  • Distanciamento mental do trabalho
  • Redução da eficácia profissional

Transtorno ligado ao uso compulsivo ou impulsivo de alimentos. É comum ouvirmos relatos como “comi demais porque estou ansioso”. A ansiedade impulsiona as pessoas a agirem de forma inadequada.

Tratamento

Não há um remédio específico para esses transtornos — a psicoterapia é a melhor indicação.

É o desejo incontrolável de fazer compras. Pessoas com esse tipo de compulsão atendem ao impulso de comprar ainda que tenham consciência de que não precisam ou não possuem recursos financeiros disponíveis.

Tratamento

A psicoterapia costuma ajudar bastante, assim como o uso de medicações conforme a avaliação de cada caso.

Transtornos emocionais caracterizados pela repetição de hábitos específicos sobre os quais o indivíduo não possui controle, mesmo ciente dos resultados nocivos.

Tipos comuns: alimentar, por jogos, por compras, por sexo.

Dependência não química caracterizada pelo hábito frequente de jogar independentemente das consequências. Pode causar prejuízos sociais, familiares, profissionais e financeiros.

Como identificar

Quando se percebe que a pessoa não tem controle sobre o impulso de jogar, mente para jogar, não reconhece os custos, perde tempo de trabalho ou convívio social.

Como tratar

Psicoterapia com foco em mudanças cognitivas e, quando necessário, medicações.

Há dois tipos. O primeiro tem componente bioquímico, familiar e genético — as medicações ajudam muito. O segundo apresenta sintomas depressivos que podem decorrer de conflitos existenciais ou exigências da vida adulta.

Tratamento

É essencial buscar um profissional da saúde mental para diagnóstico correto e definir se a medicação é essencial, ou a psicoterapia, ou ambas.

Ejaculação precoce

Disfunção sexual masculina caracterizada pela insatisfação do tempo de penetração até a ejaculação. Pode ser primária, secundária ou ocasional. Existem terapias e medicações que ajudam a melhorar o desempenho.

Frigidez

Desejo sexual hipoativo. A mulher tem dificuldade para ficar sexualmente excitada e lubrificada por sentir pouca ou nenhuma sensação de desejo. Está associada a questões psicológicas — não é causada por doença orgânica.

Vaginismo

Medo de dor na penetração leva a tensão e espasmo involuntário recorrente. Pode ter causas físicas ou psicológicas, como medo de engravidar ou abuso sexual.

Anorgasmia

Incapacidade de chegar ao orgasmo mesmo com estímulo e excitação, levando à diminuição do desejo. Pode acontecer com homens e mulheres.

Medo ou ansiedade acentuados sobre uma situação ou objeto específico. Pessoas que sofrem evitam ativamente a situação ou objeto. Tal medo costuma ser desproporcional ao perigo real e causa sofrimento significativo.

Exemplos: medo de animais (zoofobia), altura (acrofobia), trovões e relâmpagos (brontofobia).

Medo ou ansiedade acentuados sobre situações sociais em que o indivíduo é exposto a possível avaliação por outras pessoas. Causa sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional e outras áreas.

Exemplos: manter uma conversa, encontrar pessoas não familiares, ser observado comendo ou bebendo, falar em público.

Dificuldade prolongada de começar a dormir, manter-se dormindo ou acordar antes do horário desejado. Quando ocorre ao menos 3 vezes por semana por 3 meses ou mais, torna-se um transtorno crônico.

Por que ocorre

Geralmente após um evento estressor (pandemia, problemas de relacionamento, desemprego), perpetuando-se por questões comportamentais. Irritabilidade, cansaço e dificuldade para trabalhar são sinais. Busque auxílio profissional.

Abordagem psicoeducativa que acolhe dúvidas e sentimentos dos pais em relação aos filhos, sua educação e desenvolvimento.

Realizada em formato em que os pais e o profissional discutem dificuldades no manejo com os filhos, gerando estratégias para lidar com essas situações. É um trabalho focado na saúde — não na doença — e no vínculo de pais e filhos.

Preocupação e ansiedade excessivas sobre diversas situações da vida. A intensidade é desproporcional à probabilidade ou impacto real do evento antecipado. O indivíduo tem dificuldade de controlar a preocupação.

Sintomas adicionais: inquietação, sensação de nervos à flor da pele, cansaço, falta de concentração, irritabilidade, tensão muscular e perturbação do sono.

Transtorno neurobiológico de causas genéticas, aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a vida. Caracteriza-se por desatenção, dificuldade para manter o foco, agitação motora, inquietude e impulsividade.

Quem pode desenvolver

Comum em crianças em idade escolar, com maior prevalência entre meninos. Em todas as faixas etárias há risco de comorbidades como ansiedade e depressão. Na adolescência, o risco maior é o uso abusivo de álcool e drogas.

Doença mental marcada pela presença de obsessões (pensamentos, imagens ou impulsos indesejados e invasivos) e/ou compulsões (rituais para aliviar a ansiedade).

Obsessões comuns

  • Preocupação com contaminação, dúvidas excessivas, simetria e ordem.

Compulsões comuns

  • Lavar/limpar para evitar contaminação
  • Verificar para eliminar dúvidas
  • Contar, ordenar, entre outras

As pessoas que sofrem podem gastar horas dos dias dedicadas aos rituais, com prejuízo significativo na capacidade funcional.

Transtorno cerebral que causa mudanças incomuns no humor, energia, atividade e capacidade de realizar tarefas do dia a dia.

  • Episódios maníacos: euforia, extrema energia, irritabilidade, dificuldade para dormir, perda de contato com a realidade.
  • Episódios depressivos: falta de energia, motivação, tristeza excessiva, perda de interesse.
  • Podem durar dias ou meses, e estar associados a pensamentos suicidas.

Classificação

  • Bipolar I: ao menos um episódio maníaco completo e episódios depressivos.
  • Bipolar II: episódios depressivos graves e ao menos um hipomaníaco, sem episódio maníaco completo.

Há ainda formas mais leves (transtorno bipolar inespecífico ou ciclotímico).

Padrões de instabilidade nos relacionamentos, na autoimagem e nas emoções, com acentuada impulsividade.

Sintomas

  • Esforços desesperados para evitar o abandono.
  • Relacionamentos intensos e instáveis alternando idealização e desvalorização.
  • Autoimagem instável.
  • Impulsividade prejudicial em pelo menos duas áreas.
  • Comportamentos, gestos ou ameaças suicidas ou automutilação.
  • Mudanças rápidas de humor.
  • Sentimentos persistentes de vazio.
  • Raiva inadequadamente intensa.
  • Pensamentos paranoicos temporários ou sintomas dissociativos por estresse.

Dificuldade em se recuperar depois de vivenciar ou testemunhar um acontecimento assustador. Pode durar meses ou anos, com gatilhos que trazem memórias do trauma acompanhadas por reações emocionais e físicas intensas.

Sintomas

Pesadelos, flashbacks, fuga de situações que relembram o trauma, reações exageradas a estímulos, ansiedade e humor deprimido.

Quem pode apresentar

Pessoas que se envolveram em agressão física, abuso sexual, violência urbana, tortura, assaltos, sequestros, catástrofes naturais, guerras e terrorismo.

Uso persistente e recorrente da internet para envolver-se em jogos, levando a prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo.

Atenção a 5+ destes comportamentos

  • Jogos pela internet tornam-se a atividade dominante na vida.
  • Irritabilidade, ansiedade ou tristeza quando retirados.
  • Necessidade de passar tempo crescente jogando.
  • Tentativas fracassadas de controlar a participação.
  • Perda de interesse por outros passatempos.
  • Uso continuado apesar de problemas psicossociais.
  • Enganar família ou terapeutas sobre a quantidade de jogo.
  • Uso para evitar ou aliviar humor negativo.
  • Risco a relacionamentos, emprego ou educação.

Surto abrupto de medo ou desconforto intenso que alcança pico em minutos, caracterizado por ataques de pânico inesperados recorrentes, com 4 ou mais sintomas:

  • Palpitações, coração acelerado, taquicardia.
  • Sudorese, tremores, calafrios ou ondas de calor.
  • Falta de ar, sufocamento ou sensação de asfixia.
  • Dor ou desconforto torácico, náuseas.
  • Tontura, vertigem ou desmaio.
  • Parestesias, sensações de irrealidade.
  • Medo de perder o controle, “enlouquecer” ou morrer.

Também caracterizado por preocupação persistente sobre novos ataques e mudança de comportamento para evitá-los.

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